Por um bom período, ele conseguiu reprimir àquelas lembranças, fingiu não se importar e esperou arduamente que o tempo fizesse o serviço de limpeza nas memórias que estavam vivas ainda. Em vão.
Ele continua vagando, procurando corações que o façam acalmar a falta que ela faz. Tem medo que tudo volte, que se perca e enlouqueça por esse amor novamente, e de tanto pensar, acaba não esquecendo-a. Talvez o que mais intrigue ele, seja o fato de que sabe como agir, como pensar, afinal sua mente brilhante já lhe mostrou por diversas vezes o caminho, mas ele cria uma armadilha e insiste em se prender, em resistir à apagar aquele sorriso, aquele rosto, aqueles momentos que foram tão importantes.
Chega, isso é mais uma armadilha criada por ele mesmo, escrever sobre o fato, para deixar as lembranças vivas novamente...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Existir.
Ainda me escondo por trás de alguém que quero que as pessoas pensem que sou eu. Não vejo graça na minha essência, o mundo me mostrou que não era isso que ele queria. Tive de mudar, me readaptar, reorganizar meus conceitos e idéias para que as mulheres pudessem me notar. Juro que não me alegro quanto ao que me tornei, mas confesso ter lapsos de felicidade quando meus desejos repentinos são realizados. Me pergunto quando esse medo vai passar, se é que vai passar. Vou dizer, sou doce, educado, carinhoso, sem maldade, quase uma criança. Tenho ambições, desejos, um único sonho de ganhar na mega sena, casar e ter filhos com uma casa bela e o carro que quiser, o dinheiro não seria problema. O mundo fez com que eu escondesse isso, sob pena de ser tachado de imbecil, de sonhador, imaturo... Por isso guardei tudo isso pra mim, só eu sei como eu sou realmente. Mas um dia, quando meu sonho se realizar, mostrarei ao mundo e gravarei na pele o único ensinamento que ele me fez assimilar: sonhe grande ou volte para casa.
Segredo.
Não vou mentir, ainda dói. Te ver com alguém, saber que ele te faz feliz, que ele te faz bem, que agora ele é seu amor, talvez você o chame assim. Enquanto eu, vivo talvez uma mentira, talvez uma verdade, mas quando estou só, é seu nome que eu sussurro, que suplico pedindo carinho e que não esqueça do que vivemos. Eu me tornei dependente de você, está sendo impossível me livrar disso, é difícil ensinar meu coração o caminho de volta pra casa quando nem eu mesmo sei aonde ela se encontra. Ainda tenho esperança de ouvir o celular tocar, atendê-lo e me surpreender com você na outra linha me dizendo que sente falta do nosso amor, do que vivemos. Que "ele" nunca tocou em você e fez tudo o que fez só pra me atingir, para ver até aonde minha dor iria se estender, e no fim diria que está me esperando, como sempre fez, naquele banco em frente à sua casa só pra dizer mais uma vez olhando nos meus olhos: Eu sempre vou te amar !
Aurora.
Chega a ser cômico, difícil de se levar a sério, mas é incrível como minha auto estima desanda mais do que o normal nesta cidade. Há mulheres lindas, perfeitas, doces, tão amáveis...nenhuma se quer olha com algum interesse para mim. Por aqui me sinto sem atrativos, sem cor, como se fosse um qualquer, ma verdade eu sou. Me pergunto: quem olharia para um forasteiro de aparência pouco comum e com a barba por fazer ? Deixei de contar quantas vezes desejei estar novamente no "meu lugar", pelo menos lá eu sei que alguém me considera no mínimo interessante. Talvez seja loucura ou falta de atenção para notar que as mulheres me veêm, o que sei é que aqui, não passo de um qualquer, quase um objeto com vida.
Paixão.
Nao está correto, ela brinca, abusa de sua sedução. Eu me perco, desisto, volto... Faço tudo novamente, eu enlouqueci, minhas palavras não valem nada para ela... O que fazer ? O que dizer ? Reorganize as ideias, os ideais... Me deixe pensar um pouco doce paixão.... Sinto muito, já está fora de controle...eu avisei.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Sinais.
Sabe aquela angústia ? Aquela dor que você desconhece de onde veio, mas você sabe o motivo. Considero algumas escolhas erradas, contraditórias e bastante confusas, embora mesmo que pudesse, não voltaria atrás pelo simples motivo de que pude me (re)conhecer e conhecer realmente as pessoas que estão ao meu lado.
Mas mesmo sabendo que a pessoa referida não irá ler meu "pedido de desculpas", na verdade o que eu quero é mostrar meu arrependimento pelas lágrimas que deixei você derramar. O motivo de minha angústia é tudo isso, eu sinto muito, não posso mudar o que fiz, mas reconhecer o erro foi um passo importante.
Mais uma vez, desculpa.
domingo, 11 de setembro de 2011
Existe alguém.
Digo à você, vou encontrar alguém que vai me fazer feliz novamente, trará paz ao meu coração, me deixará livre para mostrar quem realmente sou, sem máscaras.
Serei pleno, como antes era, entregue por inteiro e de sorriso aberto ao lado desse alguém. Teremos brigas, conflitos, conversas, discussões, reclamações, mas ainda assim aceitaremos diferenças, desavenças e iremos perdoar, dependendo do erro. Existirá amor, de novo, a paixão vai reacender, minha alma vai queimar, a felicidade transbordar, tudo será novo, mais uma vez.
Eu sei, você vai se arrepender,vai desejar o que sentia por você voltar, colocará defeitos em quem vou amar, não estará satisfeita por me ver bem. Por esse motivo, desejo seu mal também, desejo que sinta dor, que sofra e cada lágrima que ousei derramar, será recompensada com sua infelicidade. Eu assumo, seu amor ainda está aqui, ele fere meu coração como um ácido queima a pele. Enquanto grito por socorro, o ódio e a solidão apreciam minha dor, sabem que para que eu me torne forte, vou ter que esperar tudo isso cicatrizar.
Eu tenho fé, existe alguém que vai me curar de você, fará esse câncer retroceder e não vai deixar esse ódio crescer dentro de mim...Existe alguém, já existe alguém ! Eu apenas preciso estender a mão e deixar que ela me abrace até nos tornarmos somente um...simples !
Não, marcas de um passado não desaparecem assim...vai ser difícil. A esperança sussurra:
- Tenha fé.
Serei pleno, como antes era, entregue por inteiro e de sorriso aberto ao lado desse alguém. Teremos brigas, conflitos, conversas, discussões, reclamações, mas ainda assim aceitaremos diferenças, desavenças e iremos perdoar, dependendo do erro. Existirá amor, de novo, a paixão vai reacender, minha alma vai queimar, a felicidade transbordar, tudo será novo, mais uma vez.
Eu sei, você vai se arrepender,vai desejar o que sentia por você voltar, colocará defeitos em quem vou amar, não estará satisfeita por me ver bem. Por esse motivo, desejo seu mal também, desejo que sinta dor, que sofra e cada lágrima que ousei derramar, será recompensada com sua infelicidade. Eu assumo, seu amor ainda está aqui, ele fere meu coração como um ácido queima a pele. Enquanto grito por socorro, o ódio e a solidão apreciam minha dor, sabem que para que eu me torne forte, vou ter que esperar tudo isso cicatrizar.
Eu tenho fé, existe alguém que vai me curar de você, fará esse câncer retroceder e não vai deixar esse ódio crescer dentro de mim...Existe alguém, já existe alguém ! Eu apenas preciso estender a mão e deixar que ela me abrace até nos tornarmos somente um...simples !
Não, marcas de um passado não desaparecem assim...vai ser difícil. A esperança sussurra:
- Tenha fé.
(Não) Era pra ser assim.
(...)Então ele decidiu sair pra jantar, deixar as idéias flutuarem ao lado de uma bela mulher. Escolheu um restaurante de seu agrado e entrou já sabendo o que ia pedir, como de costume. Decidiu sentar-se numa mesa à vista, com uma visão ampla daquele aconchegante local, em seguida chamou o garçom e pediu o que lhe agradava para beber e aquele prato com nome temático.
Estava tudo bem, tudo calmo, belo prenúncio do que iria ocorrer nos próximos minutos. Ele pensava em algo, talvez naquela arquitetura que tanto lhe encantava, quando aquela parte da família surgiu. Não era a família dele, antes fosse, na verdade aquela família era da moça que sugou até a última batida de seu coração. Ele ficou perplexo, imóvel, estático. Pensou mil coisas, em ir embora, em fingir que não notara, pensou em chorar...E enquanto pensava, a mesma moça que o sugou, surgiu com sua irmã. E o que já era uma tragédia, tornou-se um desastre.
Sem reação, pediu licença a sua "acompanhante", foi ao carro e pediu socorro àquela sua melhor amiga pelo celular e enquanto conversavam, ele reorganizava suas idéias, retomava seu ar, chorava por dentro...E assim voltou ao restaurante, comeu seu jantar de forma impaciente enquanto em lances de olhares perdidos, via sua assassina de longe. Pediu a conta, levantou-se sem virar para olhá-la, só queria ir embora dali, e foi mesmo tendo deixado parte dele exposta, um erro assim tão vulgar...
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
(Sem) Olhar para trás.
É difícil até começar a escrever, afinal quem era essa garota com quem eu me relacionei ?
Por uma atitude coloquei à prova toda a confiança depositada, todos aqueles momentos alegres, será que foram mesmo verdadeiros ?
Suas ações naquela noite destruíram tudo o que de mais belo eu guardava, as doces lembranças e aquela doce alegria que me dava só por lembrar de como andávamos de mãos dadas, tudo isso teve fim. Eu ousei confiar em você, largar tudo ao vento e gritar seu nome esperando seu abraço, mas dessa vez o que veio de encontro à mim foi apenas a sombra daquela bela garota em que eu tanto guardei meu coração.
Agora eu me vejo perdido numa selva de dor, onde nossa história é dilacerada enquanto a tristeza abre meus olhos para que eu assista, contemple o que um dia desejei para toda a vida, perder-se em meio a falsas verdades. Eu desisto de lutar, por favor, acabe logo com isso, arranque a última esperança de que isso seja um pesadelo e eu irei acordar assustado, por favor, termine...
Eu já não sei mais o que fazer, como não pensar em tudo, como ocupar minha mente com outros pensamentos que não sejam relacionados à você...estou sem forças, eu não aguento mais.
Por uma atitude coloquei à prova toda a confiança depositada, todos aqueles momentos alegres, será que foram mesmo verdadeiros ?
Suas ações naquela noite destruíram tudo o que de mais belo eu guardava, as doces lembranças e aquela doce alegria que me dava só por lembrar de como andávamos de mãos dadas, tudo isso teve fim. Eu ousei confiar em você, largar tudo ao vento e gritar seu nome esperando seu abraço, mas dessa vez o que veio de encontro à mim foi apenas a sombra daquela bela garota em que eu tanto guardei meu coração.
Agora eu me vejo perdido numa selva de dor, onde nossa história é dilacerada enquanto a tristeza abre meus olhos para que eu assista, contemple o que um dia desejei para toda a vida, perder-se em meio a falsas verdades. Eu desisto de lutar, por favor, acabe logo com isso, arranque a última esperança de que isso seja um pesadelo e eu irei acordar assustado, por favor, termine...
Eu já não sei mais o que fazer, como não pensar em tudo, como ocupar minha mente com outros pensamentos que não sejam relacionados à você...estou sem forças, eu não aguento mais.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Você.
É notavel minha falta de preparo, simples despreparo. Tão incompreensível, mas não era você que se dizia forte ? Com todo aquele controle na mão ? Esqueça !
O controle acabou quando um simples verbo atacou diretamente meu coração - "ela está ficando com alguém..." - mais tudo perdeu-se ao encontro de olhares naquele caminho escuro...me pergunto aonde estão minhas certezas agora ? Aonde estão que já não seguro o que sinto ? Sinto que meu coração está sem freio rumo ao desfiladeiro, rumo a solidão infinita...talvez fosse melhor eu ter pegado aquele último retorno...
Mas está feito, em direção ao fim, sem volta, mas repleta de dor...
O controle acabou quando um simples verbo atacou diretamente meu coração - "ela está ficando com alguém..." - mais tudo perdeu-se ao encontro de olhares naquele caminho escuro...me pergunto aonde estão minhas certezas agora ? Aonde estão que já não seguro o que sinto ? Sinto que meu coração está sem freio rumo ao desfiladeiro, rumo a solidão infinita...talvez fosse melhor eu ter pegado aquele último retorno...
Mas está feito, em direção ao fim, sem volta, mas repleta de dor...
terça-feira, 5 de julho de 2011
A cruz e a espada.
Havia um tempo, que eu tinha certeza desse amor. Era puro, simples, visto até por um cego. Nada nos abalava, e mesmo aquelas brigas bobas tinham um final certo com um beijo e um abraço. Podia sorrir feliz, pois a felicidade nunca me abandonava, estava tudo tão bem, tão claro como o céu numa bela manhã. E aí então tudo escureceu, nem mesmo a lua ousou brilhar, a chuva tomou tudo, inundou cada centímetro, limpou todo o cheiro que estava aqui e molhou os livros onde nossas lembranças permaneciam guardadas.
E o que me resta ? Definitivamente eu não sei, não sei se arrumo tudo novamente ou se deixo tudo como está. Eu saí daquela casa e as gotas que caíam do céu, não limpavam a dor, dessa vez elas faziam as cicatrizes tornarem-se feridas de novo. Aonde estou que não me encontro mais em meu próprio mundo ?
E o que me resta ? Definitivamente eu não sei, não sei se arrumo tudo novamente ou se deixo tudo como está. Eu saí daquela casa e as gotas que caíam do céu, não limpavam a dor, dessa vez elas faziam as cicatrizes tornarem-se feridas de novo. Aonde estou que não me encontro mais em meu próprio mundo ?
terça-feira, 3 de maio de 2011
Juntar os pedaços.
Ele encostou seu carro próximo àquele luxuoso prédio, como se tivesse voltado no tempo e fosse até a portaria onde ela sempre o esperava. Mas dessa vez, ele permaneceu no carro, deixou a playlist tocar, deixou apenas as lágrimas internas descerem, pois externamente ele estava frio, o pensamento voava em direção ao 10° andar. Perdeu-se. Desejou descer, correr e interfonar, implorando para que ela voltasse atrás, olhasse para trás, sentisse falta do passado que ele ainda guarda vivo em sua memória. Voltou à realidade novamente, baixou a cabeça e olhou fixo para o parabrisa embaçado pela chuva. E foi ali, que perdeu-se de vez.
Soltou um último sorriso, e deixou que seu coração gritasse de dor, de saudade e daquela imensa vontade de desejar fazer algo, qualquer coisa, mas saber que nada vai adiantar. Àquela ligação de noite, daquele dia perdido, o fez entender o quanto ela esqueceu as lembranças tão rapidamente, porém o que mais o entristecia era o fato de que ele não conseguia fazer o mesmo, e isso o assustava.
Reconstituiu as idéias, ligou o carro, sentiu mais uma vez aquela estúpida vontade de correr e interfonar, mas dessa vez ele acelerou, não olhou para o retrovisor como antes. Ele simplesmente acelerou, passou pela academia em que ela frequentava e ainda assim continuou. Ele deseja acelerar, controlar suas emoções, mas seu coração insiste em permanecer estacionado na dor.
Chegou a hora de descer e empurrar...
Soltou um último sorriso, e deixou que seu coração gritasse de dor, de saudade e daquela imensa vontade de desejar fazer algo, qualquer coisa, mas saber que nada vai adiantar. Àquela ligação de noite, daquele dia perdido, o fez entender o quanto ela esqueceu as lembranças tão rapidamente, porém o que mais o entristecia era o fato de que ele não conseguia fazer o mesmo, e isso o assustava.
Reconstituiu as idéias, ligou o carro, sentiu mais uma vez aquela estúpida vontade de correr e interfonar, mas dessa vez ele acelerou, não olhou para o retrovisor como antes. Ele simplesmente acelerou, passou pela academia em que ela frequentava e ainda assim continuou. Ele deseja acelerar, controlar suas emoções, mas seu coração insiste em permanecer estacionado na dor.
Chegou a hora de descer e empurrar...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Perca-se (não tanto !).
Decidi viajar, mesmo com receio, mesmo com aquele sentimento de que algo vai dar errado e tudo vai ficar feio, mesmo doente eu resolvi tirar férias provisórias.
Confesso que não foi isso tudo, não fiquei bêbado, não corri nú pela praia e muito menos fui à "boate praiana". Mas ainda assim, me diverti, bebi, ri e principalmente conheci novas pessoas, diferentes personalidades, formas novas de arrancar uma risada. E como sempre cuidei dos bêbados, das crianças que insistem em beber como se não houvesse amanhã ! O problema é que existe.
Durante aquele tempo, pude sentir que meu bom amigo-primo, sempre vai ser aquele irmão, me apoiando ou me brigando nos momentos necessários. Não que eu não soubesse disso, mas é sempre bom, ter novas certezas. Fora isso, o que posso dizer é que me entreguei, mesmo que por poucos momentos à felicidade, e senti seu abraço, seu calor e o mais importante, sua paz.
Doce paz...
Confesso que não foi isso tudo, não fiquei bêbado, não corri nú pela praia e muito menos fui à "boate praiana". Mas ainda assim, me diverti, bebi, ri e principalmente conheci novas pessoas, diferentes personalidades, formas novas de arrancar uma risada. E como sempre cuidei dos bêbados, das crianças que insistem em beber como se não houvesse amanhã ! O problema é que existe.
Durante aquele tempo, pude sentir que meu bom amigo-primo, sempre vai ser aquele irmão, me apoiando ou me brigando nos momentos necessários. Não que eu não soubesse disso, mas é sempre bom, ter novas certezas. Fora isso, o que posso dizer é que me entreguei, mesmo que por poucos momentos à felicidade, e senti seu abraço, seu calor e o mais importante, sua paz.
Doce paz...
Detritos da verdade (ou sonho ?).
Ele estava quieto, sentado assistindo o jogo do seu time favorito, pensando em como aquele atacante ainda era titular. Mas algo cortou suas idéias, o seu celular vibrando conseguiu desorganizar o pensamento. Atendeu do jeito educado, uma velha amiga estava próximo de sua casa, na verdade ela era bem mais que velha amiga.
Desceu pelo elevador pensando em conversar, parecer o mesmo cara legal que ela conheceu, tinha medo de que o tempo distante, o tenha feito alterar seu calor, tornando-o frio. Avisou ao pai que iria pegar a mala que o mesmo havia esquecido, como de costume. Não se importava com a mala, mas isso era óbvio.
Encontrou-a ao lado de um bom novo amigo, descobriu depois que eles tinham trocado mais que olhares, engoliu seco. Pediu com educação para que ela o acompanha-se ao carro do seu pai, para buscar a mala. Fez cena, drama e até um pouco de sedução quando foi pegar a mala, mas ele viu que isso definitivamente não chamou nem sequer o mínimo de atenção dela. Então logo em seguida, pediu com palavras secas, para que ela o beijasse e ela relutou, respondeu que pelo respeito não poderia. Ele novamente fez drama e subiu, engoliu seco sua saliva mais uma vez. Subiu pensando as mesmas coisas, os mesmos medos, ele nunca foi um exemplo de beleza e nesse exato momento, não havia quem o fizesse sorrir. Sentou e viu o jogo novamente.
Passado alguns instantes, a velha amiga, liga e pede para subir, para não ficar só, ela precisa de companhia, a solidão nunca foi sua melhor amiga. Ele prontamente diz que sim, a deixa subir, com um frio na espinha, afinal acabara de receber um "toco". Já em sua casa, ele pede pra ela ir em seu quarto, deitar-se, sentir aquela mesma paz que ele sente. E sem hesitar ele tenta beijá-la, ela novamente reluta, nega-se, mas deixa acontecer. E daí, o sonho começa, numa fusão pura e simples de paixão e beleza, carne e alma, tudo e nada. O medo aflora, seu novo amigo está lá embaixo, mas ele nem se importa, ela apenas teme, o momento é mais importante que tudo. Uma nova página é colocada, o livro refeito, está tudo belo. Não abra os olhos.
Desceu pelo elevador pensando em conversar, parecer o mesmo cara legal que ela conheceu, tinha medo de que o tempo distante, o tenha feito alterar seu calor, tornando-o frio. Avisou ao pai que iria pegar a mala que o mesmo havia esquecido, como de costume. Não se importava com a mala, mas isso era óbvio.
Encontrou-a ao lado de um bom novo amigo, descobriu depois que eles tinham trocado mais que olhares, engoliu seco. Pediu com educação para que ela o acompanha-se ao carro do seu pai, para buscar a mala. Fez cena, drama e até um pouco de sedução quando foi pegar a mala, mas ele viu que isso definitivamente não chamou nem sequer o mínimo de atenção dela. Então logo em seguida, pediu com palavras secas, para que ela o beijasse e ela relutou, respondeu que pelo respeito não poderia. Ele novamente fez drama e subiu, engoliu seco sua saliva mais uma vez. Subiu pensando as mesmas coisas, os mesmos medos, ele nunca foi um exemplo de beleza e nesse exato momento, não havia quem o fizesse sorrir. Sentou e viu o jogo novamente.
Passado alguns instantes, a velha amiga, liga e pede para subir, para não ficar só, ela precisa de companhia, a solidão nunca foi sua melhor amiga. Ele prontamente diz que sim, a deixa subir, com um frio na espinha, afinal acabara de receber um "toco". Já em sua casa, ele pede pra ela ir em seu quarto, deitar-se, sentir aquela mesma paz que ele sente. E sem hesitar ele tenta beijá-la, ela novamente reluta, nega-se, mas deixa acontecer. E daí, o sonho começa, numa fusão pura e simples de paixão e beleza, carne e alma, tudo e nada. O medo aflora, seu novo amigo está lá embaixo, mas ele nem se importa, ela apenas teme, o momento é mais importante que tudo. Uma nova página é colocada, o livro refeito, está tudo belo. Não abra os olhos.
domingo, 17 de abril de 2011
Eu estou farto disso.
Talvez seja difícil para você, conter palavras, guardar pensamentos que destroem um sorriso em segundos. Tentei mudar, entender e até relevar o que saía de sua boca quando a raiva te dominava mas parece impossível, quando eu tentava me libertar das dores que suas frases de efeito me causavam, vinham outras com mais sede do meu sangue, desejando ferir profundamente, esperando por cicatrizes marcantes. Eu grito, me perco numa escuridão imensa, gasto meus perdões e compreensões, domino a raiva, com que finalidade ? Pois em seguida você com prazer realiza novamente suas investidas contra as feridas já cicatrizadas. Eu imploro, me ajoelho pedindo que pare, mas nada pode parar você. Desesperadamente corro, sem rumo, numa rua escura e cheia de pedras, firo meus pés, canso, mas por medo continuo correndo. Quando descanso, olho para trás, e vejo novas navalhas afiadas me procurando. Desejo acabar com isso, enfrentar e reunir minhas últimas forças até que cessem os ataques. Mas parece impossível, minha esperança me puxa pelo braço e pede que corra, alega que isso um dia vai acabar e tudo vai valer a pena, que suas atitudes impensadas, seus impulsos, vão ser dosados por sua razão e compaixão. Eu espero, enquanto corro.
Este é o fim.
Acredite, não me orgulho disso, porque na íntegra eu preferia estar descrevendo o amor que sentia por você, mas não vai ser assim dessa vez. O ódio corre em minhas veias, entope minhas artérias e atordoa meus neurônios. Eu tinha em mente, seu arrependimento, sua ligação no meio da madrugada, nossas desculpas e um doce retorno. A ilusão cuspiu na minha cara.
E agora me encontro perdido, deixado para trás como uma vaga lembrança. Ainda assim me sujeitei ao ridículo, me prendendo àquele último fio de esperança que ainda tinha em você. Esqueça, acabou, foi o que você disse. Eu desliguei, com a certeza de que a culpa era minha por ter te perturbado, ter ido atrás, ter implorado você presente em mim. Mas depois de um belo banho relaxante, pensei enquanto as gotas desciam em meu corpo, que não há mais nada a fazer, está tudo acabado e eu tenho que aceitar. Um último segundo de angústia....
E nesse momento, deixei o ódio tomar-me, o sorriso de canto surgiu, e minha mente começou a clarear idéias que se escondiam por uma maldita paixão. E digo com toda a certeza, esqueça meu amor, esqueça pois a tristeza irá tomar por assalto seu coração. E nesse momento espero que ela divirta-se, assim como você se divertiu com o meu amor ! Este é o fim, e me alegro em dizer isso pois essa doença teve um fim e ódio permanece aqui, em mim. Uma última desculpa falsa.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Sobre o amor.
O próprio título já torna o texto motivo de confusão. Falar sobre amor, nada mais é do que dissertar sobre o que você, e apenas você, pensa sobre ele. Não adianta usar frases de escritores e afins, só você pode descrever o amor que sente, que vive, e assim, o define.
Mas esta é a parte que mais me assusta, ao falar sobre amor, indiretamente, você fala de alguém. Acredito que é impossível associar o sentimento a outra coisa que não seja alguém. E quando digo alguém, digo você, nada mais óbvio certo ? Vamos as bases que sustentam minha idéia.
Você mudou minha alma, alterou a cor do meu coração. Você consertou e o refez com tanta facilidade, que chega a ser assustador o fato de pensar que um dia meu coração foi quebrado. Eu sei, sempre soube disso, é muita responsabilidade para você, por isso vamos ter calma, agir com o mínimo de coerência. Mas não dá, simplesmente não dá, você me conquista de tal forma, que chega ser incrível o nível de confiança que você adquiriu. Então continuo sonhando, guardando meus ciúmes, minhas crises ridículas, minhas histórias bobas, continuo do jeito que você me conheceu.
Continuo amando, você.
Expresso da meia noite
Queria entender, quando dizem que meus textos são escritos em sua maioria, quando estou triste. Usando aquelas frases bem clichês, diria que quando estou feliz, tento viver a felicidade e quando estou triste, me guardo para entender a origem da dor. Boa justificativa não ?
Mas a verdade, é que eu não consigo decifrar minha mente quando estou feliz. Não me vem a cabeça, sentar-me e dissertar sobre os motivos do meu sorriso, ou qualquer coisa que tenha me deixado com um sorriso amarelo. Talvez seja o fato de que eu prefiro continuar sorrindo, sem pensar no que escrever, embora naquele momento eu tenha pensado: "Quando eu chegar em casa, eu vou escrever sobre este dia !" Mero deslumbre, pois no exato momento em que eu entro em casa, as idéias fogem, as palavras se escondem, mas pelo menos a lembrança permanece pare me fazer sorrir novamente.
Mas a verdade, é que eu não consigo decifrar minha mente quando estou feliz. Não me vem a cabeça, sentar-me e dissertar sobre os motivos do meu sorriso, ou qualquer coisa que tenha me deixado com um sorriso amarelo. Talvez seja o fato de que eu prefiro continuar sorrindo, sem pensar no que escrever, embora naquele momento eu tenha pensado: "Quando eu chegar em casa, eu vou escrever sobre este dia !" Mero deslumbre, pois no exato momento em que eu entro em casa, as idéias fogem, as palavras se escondem, mas pelo menos a lembrança permanece pare me fazer sorrir novamente.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Guarde o amor.
Eu queria te entender, decifrar seus olhares e compreender suas entrelinhas. Não há nada que me faça esquecer aquelas palavras, você não vai entender a dor instantânea que elas me causaram. Pare de me ligar, pare de me procurar e não grite meu nome outra vez. Mas sei que isso não vai acontecer, sua raiva vai passar, sua angústia vai chegar e você correrá de volta, tentando cicatrizar e tirar a dor que sinto do centro das atenções.
Queria saber quem lhe disse que sou forte, que sei me curar com facilidade, que meu coração é inquebrável e eu sou indolor. Quem ?Porque tem de haver uma explicação para seus impulsos, suas palavras impensadas, seus gritos ensurdecedores. Por isso, decidi guardar o amor que ainda sinto por você, bem no fundo, mesmo que para isso tenha que me desfazer de grande parte dele.
Vou seguir aquela bela canção, que diz em seu refrão que tudo vai ficar bem. Menos para mim.
Queria saber quem lhe disse que sou forte, que sei me curar com facilidade, que meu coração é inquebrável e eu sou indolor. Quem ?Porque tem de haver uma explicação para seus impulsos, suas palavras impensadas, seus gritos ensurdecedores. Por isso, decidi guardar o amor que ainda sinto por você, bem no fundo, mesmo que para isso tenha que me desfazer de grande parte dele.
Vou seguir aquela bela canção, que diz em seu refrão que tudo vai ficar bem. Menos para mim.
Sonho curto.
Pensei que iríamos ser você e eu, novas descobertas, novos caminhos. Me enganei, cheguei a tal ponto que sequer trocava verbos com você, apenas planejava. De modo que percebi meu erro tarde demais, tarde demais.
Não, dessa vez não vai ser assim. Eu não vou gastar minhas palavras, minhas lágrimas e meus gritos de dor por você. Já dei um basta nisso, pois você não merece, não reconhece e não entende o quanto eu expus minha alma tão frágil, nesse caminho tortuoso só para te trazer para mim. Você fez sua escolha, decidiu prosseguir, decidiu caminhar, sem ter a decência de reconhecer meu esforço, mesmo que pequeno, para trazer seu coração até mim.
Então decidi não te esperar, decidi te deixar no aguardo, pois acredito e tenho convicção que sou mais que você, sou bem mais que você. Sua beleza não é suficiente para amenizar a marca deixada em mim. Eu vou guardá-la, para que nunca mais me perca em sonhos com você. E será nessa hora que você vai perceber, vai entender e decidir por mim! Mas eu estarei bem longe, bem longe.
domingo, 13 de março de 2011
Espaço para o amor.
Acordou meio cansado, não era um dia muito agradável para ele. Olhou seu celular, viu as mensagens, lembrou daquele compromisso. Pensou em dormir novamente, só pensou.
Foi naquela velocidade que já está acostumado, sem cinto, sem que ela pense em imaginar ele assim. Chegou calmo, tranquilo, querendo explodir mas mantendo aquele sorriso sereno, só para ela pensar que ele não se importava com nada. Discutiram, como de costume e procuraram algum lugar para que houvesse um diálogo decente.
Chegaram àquele lugar que não dizia nada sobre eles, na verdade, para eles aquele lugar era importante, pois a presença dos dois o tornava assim. Sentaram como dois amigos à mesa, olharam-se e tentaram iniciar um diálogo, que se direcionou rapidamente para uma nova discussão. Ele, com sua personalidade forte, não deu importância, deitou-se à cama, fingiu estar cheio daquilo. Ela, calmamente, tentava acalmá-lo, tentava encontrar as respostas que viera buscar, queria um sentido naquilo. A discussão se aflorava, ele tentava se controlar notando aquele teto com desenho de céu, aquele relógio parado, aqueles móveis. Ela logo chegou perto dele, entendera que deveria chamar sua atenção, queria e imaginou aquela conversa, não haveria possibilidade alguma dela sair daquele lugar, sem que ao menos eles tivessem tentado conversar. Palavras percorreram o ar, o som do beijo logo veio.
Em determinado momento, ela pediu que parasse, deixou sua dor reprimida escapar, ela ainda não tinha encontrado o sentido exato daquele ato. Suas lágrimas desceram, sua dor desceu. Ela mostrou seu coração cansado, sua esperança agora fraca, sua decepção por acreditar que tornaria o belo amor num significado mínimo de prazer. Ele guardou seu sentimento, chorou dentro de si, as lágrimas que ela deixou cair vieram como navalhas em seu peito. Há temor ali, ele entendeu o recado. Viera um sentimento triste, mas ele, firme, engoliu suas lágrimas, deixou elas caírem no seu interior e abraçou-a daquele jeito que trazia paz para ambos. Novamente aquele estalo do amor cortou o ar.
Iniciaram novamente a conversa, de forma calma e tranquila se entenderam, conseguiram expressar de modo claro o que ainda permanecia na escuridão. E o que ela tinha planejado, surpreendê-lo, aconteceu. Ela olhou em seus olhos, riu, e disse hoje é dia 13, 13 de março, faz 3 anos lembra ?
Poucos, bem poucos, já conseguiram ver aquele sorriso sincero, amarelo e que transmiti-se tudo o que se passava em sua cabeça. Ele sem palavras, só conseguiu repetir, 3 anos...
Foi naquela velocidade que já está acostumado, sem cinto, sem que ela pense em imaginar ele assim. Chegou calmo, tranquilo, querendo explodir mas mantendo aquele sorriso sereno, só para ela pensar que ele não se importava com nada. Discutiram, como de costume e procuraram algum lugar para que houvesse um diálogo decente.
Chegaram àquele lugar que não dizia nada sobre eles, na verdade, para eles aquele lugar era importante, pois a presença dos dois o tornava assim. Sentaram como dois amigos à mesa, olharam-se e tentaram iniciar um diálogo, que se direcionou rapidamente para uma nova discussão. Ele, com sua personalidade forte, não deu importância, deitou-se à cama, fingiu estar cheio daquilo. Ela, calmamente, tentava acalmá-lo, tentava encontrar as respostas que viera buscar, queria um sentido naquilo. A discussão se aflorava, ele tentava se controlar notando aquele teto com desenho de céu, aquele relógio parado, aqueles móveis. Ela logo chegou perto dele, entendera que deveria chamar sua atenção, queria e imaginou aquela conversa, não haveria possibilidade alguma dela sair daquele lugar, sem que ao menos eles tivessem tentado conversar. Palavras percorreram o ar, o som do beijo logo veio.
Em determinado momento, ela pediu que parasse, deixou sua dor reprimida escapar, ela ainda não tinha encontrado o sentido exato daquele ato. Suas lágrimas desceram, sua dor desceu. Ela mostrou seu coração cansado, sua esperança agora fraca, sua decepção por acreditar que tornaria o belo amor num significado mínimo de prazer. Ele guardou seu sentimento, chorou dentro de si, as lágrimas que ela deixou cair vieram como navalhas em seu peito. Há temor ali, ele entendeu o recado. Viera um sentimento triste, mas ele, firme, engoliu suas lágrimas, deixou elas caírem no seu interior e abraçou-a daquele jeito que trazia paz para ambos. Novamente aquele estalo do amor cortou o ar.
Iniciaram novamente a conversa, de forma calma e tranquila se entenderam, conseguiram expressar de modo claro o que ainda permanecia na escuridão. E o que ela tinha planejado, surpreendê-lo, aconteceu. Ela olhou em seus olhos, riu, e disse hoje é dia 13, 13 de março, faz 3 anos lembra ?
Poucos, bem poucos, já conseguiram ver aquele sorriso sincero, amarelo e que transmiti-se tudo o que se passava em sua cabeça. Ele sem palavras, só conseguiu repetir, 3 anos...
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Olhe para o céu.
Abro minhas asas com desejo, sinto o vento circular por entre as penas, essa brisa me acalma de uma forma sem igual. Não há nada que me faça parar agora, olhar o mundo de cima faz com que ele pareça tão simples.
Entenda, minha paz é maior que tudo agora, e tão cedo não irei pousar, não espere por mim. Tudo faz sentido agora, tudo parece tão tranquilo, deixe-me por aqui.
Dei início a minha fuga, dessa vez não irei olhar pra trás, vou deixar que o passado se recicle, torne-se um novo futuro. Já disse, nada irá me fazer parar dessa vez, vou viver, como quem deseja viver. Chegou a hora de voar.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Não sou.
Não sou normal, não tenho lábia, não sei te fazer sorrir, não sou àquela pessoa, talvez possa ser aquela que você não quer. Sou irracional, frio, causo medo, temor. Não há amor em nenhuma parte do meu coração, não há resquício de sentimento algum por aqui.
Não tenho beleza, sou inerte, minha ausência não te trás saudade, me chame de oposto, sem gosto, sem graça !
Sou um assassino, talvez uma vítima, sou em si, sou a minha própria dor, sou solidão. Riso falso, riso amarelo, riso sem cor. Sou um anjo sem aura, sem asas, sem aquele branco que transmite paz. Que droga.
Não tenho beleza, sou inerte, minha ausência não te trás saudade, me chame de oposto, sem gosto, sem graça !
Sou um assassino, talvez uma vítima, sou em si, sou a minha própria dor, sou solidão. Riso falso, riso amarelo, riso sem cor. Sou um anjo sem aura, sem asas, sem aquele branco que transmite paz. Que droga.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Ele corre.
Vamos com calma, sem precipitações. O vento está a favor e mesmo com o prenúncio de uma forte chuva, não há nada que vai me fazer parar. Eu vou correr sem rumo, deixar minhas idéias livres e meu sorriso aberto a todos. Talvez esteja faltando isso, mais felicidade em mim, talvez. Acho engraçado, minha solidão enfim estancou a dor, posso dizer que estou bem, será que posso ?
Meu destino são aquelas nuvens brancas cheias, que pairam sobre nossas cabeças e embelezam aquele sublime azul que ousa nos perguntar se existe um fim. Que desejo de gritar, correr, percorrer, cansar e correr novamente . Dessa vez nada vai me parar, vou resistir, ainda tenho minha doce esperança, minha perfeita imperfeita fé. Ainda tenho a mim e isso é o mais fundamental, diria essencial.
A dica de hoje, é simplesmente deixe viver, deixe que tudo passe, caminhe com calma e se quiser correr, corra sem parar. Só você sabe o que é melhor pra você.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Sol em meus olhos.
Tenho estado meio perdido durante este tempo que passou, corro por fora e vejo grandes acontecimentos ao meu redor. Disse ao meu redor, não comigo, mas pouco me importo com isso. Não me parece uma situação agradável ter inveja dos que estão ao seu lado, na verdade você deve enaltecer as boas coisas que àquela pessoa tem conseguido.
O ano começa de novo, e as coisas acontecem de novo, tudo é com esse "de novo", até isso é "de novo". Quero realmente o novo, quero meu sonho realizado, e poder trazer mais um pouco de paz aos que estão e sempre estiveram ao meu lado. Isso é importante, porque o que sobra são aquelas bobagens que já devo ter falado por aqui : faculdade, pessoas novas e velhas e blábláblá...
Enfim, continuo aguardando meu sonho realizar-se, sem saber como fazer ou ajudar para que isso aconteça, já entreguei nas mãos de Deus. Mas até agora, nada. Vai saber o que Ele realmente quer ou deseja pra mim. Sem grandes novidades, fora o fato de que eu estou crescendo, tornando-me homem, e isso sinceramente me assusta, pois não sei o que vai ocorrer...seria como pular num buraco no escuro.
Desejo tudo e pouco, o infinito e o finito.
Para mim e para você.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Sob outros olhares.
Aqui vai mais uma história de qualquer homem, que apesar de ter conquistado diversos corações, parece não ter se encontrado em nenhum. Ele caminha sem rumo, destino ou qualquer palavra que especifique seus passos perdidos. Encontra seu conforto em sua própria solidão, é nesse momento em que ele organiza suas idéias, revê seus pensamentos, tira novas conclusões à cerca de qualquer fato. Acompanhado de seu seleto iPod, enxerga da sacada do 5° andar de um hotel extremamente luxuoso, alguns corpos com vida, em outras sacadas, dentro de carros ou caminhando na praia. Pára e pensa aonde quer chegar com idéias tão dispersas. Ele quer encontrar a si. Sonha com uma mudança que demora a chegar, exige de si mas nada pode ser feito. Ele pensa assim, talvez esteja errado, sempre está. Tem complexo com sua beleza, considera-se insuficiente, anormal, tão diferente ao ponto de tornar-se ridículo. Mesmo com todos os elogios, com todas as cantadas, ele não consegue ver o óbvio, quem sabe isso faça parte de seu charme, deixar um tom misterioso talvez o motive. Nesse ano que passou, desejou tanta coisa, desde coisas simples até as mais complexas, ele é apenas um homem, que mais parece uma criança, mas ainda assim, é um homem. Talvez esteja falando sobre mim, mas isso é um pensamento da crítica.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Essas ruas fazem sentir-me novo.
Antes da "virada de ano", comecei a lembrar do que tinha acontecido no ano que passou. Senti que havia perdido algo, o que alimentava minha alma, trazia uma solene paz, que parecia não ser tão necessária, na verdade senti, que me perdi. Então, feito essa reflexão, decidi que este ano, veja bem, disse "decidi", porque eu irei fazer aquilo que planejei. Enfim, decidi que cuidarei mais de mim, serei mais atento aos meus amigos, escolherei melhor com quem irei andar e principalmente serei mais próximo aos meus pais. Confesso que no ano anterior errei demais, mas sinceramente eu prefiro assim, errando muito. Pois cada vez que percebemos o erro, surge à nós a possibilidade de alterar o futuro, fazendo com que esse erro sirva-nos de lição até o fim de nossas vidas.
O que realmente quero dizer, é que este ano serei mais eu, não apenas com algumas pessoas, mas sim com todas, assim elas poderam saber se realmente sirvo na vida delas. E como a vida não é um carrossel, e sim uma montanha russa, permaneço nesse carrinho subindo e descendo, e ninguém vai fazer com que me perca novamente, ninguém.
Ps: Nas mãos de Deus, eu entrego meu destino.
O que realmente quero dizer, é que este ano serei mais eu, não apenas com algumas pessoas, mas sim com todas, assim elas poderam saber se realmente sirvo na vida delas. E como a vida não é um carrossel, e sim uma montanha russa, permaneço nesse carrinho subindo e descendo, e ninguém vai fazer com que me perca novamente, ninguém.
Ps: Nas mãos de Deus, eu entrego meu destino.
Está partindo meu coração.
Tento fugir, esquecer alguns segundos do que passei com você. Mas parece que tudo foi tão intenso, tão sublime, que somente agora as lembranças conseguiram firmar-se em minha mente. Ao fim, desejei a dor, enterrada no mais profundo buraco em seu coração, para que você recorde sentindo no fundo da alma, tudo o que você me causou. Trilhas sonoras, serviram para alimentar meu ódio, meu desejo em te ver sofrer num futuro breve. Aqui está o meu outro lado, meus olhares cheios de rancor, minhas mãos querendo causar dor, meu coração frio, o amor mudou-se de lá.
Depois de tudo comecei a entender, que é realmente isso que você quer. Que cada vez mais eu perca meu tempo planejando em como vou afogar nossas lembranças, queimar nossos sonhos, jogar ao vento nosso amor. Por isso resolvi resgatar, meu amor, não você. E enquanto vejo você partir, digo em tom baixo : O que vai, volta.
Depois de tudo comecei a entender, que é realmente isso que você quer. Que cada vez mais eu perca meu tempo planejando em como vou afogar nossas lembranças, queimar nossos sonhos, jogar ao vento nosso amor. Por isso resolvi resgatar, meu amor, não você. E enquanto vejo você partir, digo em tom baixo : O que vai, volta.
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