Havia um tempo, que eu tinha certeza desse amor. Era puro, simples, visto até por um cego. Nada nos abalava, e mesmo aquelas brigas bobas tinham um final certo com um beijo e um abraço. Podia sorrir feliz, pois a felicidade nunca me abandonava, estava tudo tão bem, tão claro como o céu numa bela manhã. E aí então tudo escureceu, nem mesmo a lua ousou brilhar, a chuva tomou tudo, inundou cada centímetro, limpou todo o cheiro que estava aqui e molhou os livros onde nossas lembranças permaneciam guardadas.
E o que me resta ? Definitivamente eu não sei, não sei se arrumo tudo novamente ou se deixo tudo como está. Eu saí daquela casa e as gotas que caíam do céu, não limpavam a dor, dessa vez elas faziam as cicatrizes tornarem-se feridas de novo. Aonde estou que não me encontro mais em meu próprio mundo ?
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