Digo à você, vou encontrar alguém que vai me fazer feliz novamente, trará paz ao meu coração, me deixará livre para mostrar quem realmente sou, sem máscaras.
Serei pleno, como antes era, entregue por inteiro e de sorriso aberto ao lado desse alguém. Teremos brigas, conflitos, conversas, discussões, reclamações, mas ainda assim aceitaremos diferenças, desavenças e iremos perdoar, dependendo do erro. Existirá amor, de novo, a paixão vai reacender, minha alma vai queimar, a felicidade transbordar, tudo será novo, mais uma vez.
Eu sei, você vai se arrepender,vai desejar o que sentia por você voltar, colocará defeitos em quem vou amar, não estará satisfeita por me ver bem. Por esse motivo, desejo seu mal também, desejo que sinta dor, que sofra e cada lágrima que ousei derramar, será recompensada com sua infelicidade. Eu assumo, seu amor ainda está aqui, ele fere meu coração como um ácido queima a pele. Enquanto grito por socorro, o ódio e a solidão apreciam minha dor, sabem que para que eu me torne forte, vou ter que esperar tudo isso cicatrizar.
Eu tenho fé, existe alguém que vai me curar de você, fará esse câncer retroceder e não vai deixar esse ódio crescer dentro de mim...Existe alguém, já existe alguém ! Eu apenas preciso estender a mão e deixar que ela me abrace até nos tornarmos somente um...simples !
Não, marcas de um passado não desaparecem assim...vai ser difícil. A esperança sussurra:
- Tenha fé.
domingo, 11 de setembro de 2011
(Não) Era pra ser assim.
(...)Então ele decidiu sair pra jantar, deixar as idéias flutuarem ao lado de uma bela mulher. Escolheu um restaurante de seu agrado e entrou já sabendo o que ia pedir, como de costume. Decidiu sentar-se numa mesa à vista, com uma visão ampla daquele aconchegante local, em seguida chamou o garçom e pediu o que lhe agradava para beber e aquele prato com nome temático.
Estava tudo bem, tudo calmo, belo prenúncio do que iria ocorrer nos próximos minutos. Ele pensava em algo, talvez naquela arquitetura que tanto lhe encantava, quando aquela parte da família surgiu. Não era a família dele, antes fosse, na verdade aquela família era da moça que sugou até a última batida de seu coração. Ele ficou perplexo, imóvel, estático. Pensou mil coisas, em ir embora, em fingir que não notara, pensou em chorar...E enquanto pensava, a mesma moça que o sugou, surgiu com sua irmã. E o que já era uma tragédia, tornou-se um desastre.
Sem reação, pediu licença a sua "acompanhante", foi ao carro e pediu socorro àquela sua melhor amiga pelo celular e enquanto conversavam, ele reorganizava suas idéias, retomava seu ar, chorava por dentro...E assim voltou ao restaurante, comeu seu jantar de forma impaciente enquanto em lances de olhares perdidos, via sua assassina de longe. Pediu a conta, levantou-se sem virar para olhá-la, só queria ir embora dali, e foi mesmo tendo deixado parte dele exposta, um erro assim tão vulgar...
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