domingo, 28 de novembro de 2010
Algo real, algo sobre mim.
Sinto-me num mar de confusões, a realidade não deixa os sonhos invadirem minha mente. Me assusto fácil, choro, grito silenciosamente com medo da solidão, com medo da angústia, algo que até hoje não me acostumei a vivenciar. Me emociono por coisas bobas, passados que não marcaram, agora começam a ferir profundamente minha alma, que perde calor e acumula um frio doloroso.
Linha Vermelha.
Caminho por uma rua estreita, a chuva cai levemente, mas eu evito correr, pois quero sentir as gotas caindo no fundo da minha alma. Meus pensamentos fluem, a realidade pisa sem hesitar em meus sonhos, meus olhos perdem o brilho, caminho pra qualquer lugar e em meio ao barulho da cidade, me guardo a escutar o silêncio frio da alma. Preciso de tempo para repensar, encontrar a paz que me alimentava não parece ser mais tão simples. A solidão ataca, me deixa agonizar, mas espera pacientemente minha recomposição para novamente atacar.
Quero novamente as coisas simples que me faziam sorrir, quero novos desejos, quero tanta coisa... Na verdade quero que o tempo passe, quero crescer, amadurecer, realizar-me profissionalmente e sorrir depois de tantos problemas vividos. Desse jeito, parece que minha vida é um martírio, algo em constante sofrimento...acredite, não era assim. Li uma frase que dizia algo a respeito do sofrimento: "Não que os problemas do mundo sejam menores que os meus, mas é que são meus problemas."
Reitero aqui, minha vontade de ganhar na mega-sena, viver em constante alegria, investir no futuro e poder dar aos meus amigos, a vida que eles realmente merecem! Não esta, com tanta realidade e pouco alegria, com tanto frio e pouco calor amigo, com tanto tempo, mas pouco tempo pra você.
Sou eu, sou eu agora.
Espero que melhore amanhã ! Vou rezar, quem sabe Deus não guardou algo tão bom para me fazer feliz...novamente
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Um tempo.
Caminhar por essas estradas têm me deixado atordoado, perdi o rumo que seguia tão fielmente e agora vejo-me distante de qualquer abrigo nesta selva que engole pouco pouco meus últimos sonhos, minha fraca esperança. Mas, vamos lá, continue a caminhar perdidamente, não desista assim, esgote suas energias até não existir algo ou alguém que as renove.
Já estou cansado disso tudo, dessa mesma paisagem que transmite uma paz irreal, que não serve nem para meu repouso. Ando com as idéias dispersas, sem fé nelas, como se fossem feitas de algodão regados ao álcool, e qualquer sentelha às queima sem piedade. Necessito absurdamente de um tempo para mim, sem que ninguém me tire desse descanso dizendo que tenho responsabilidades, que tenho prazos para cumprir ! Vejo-me num conflito interno sobre como tornar-me um homem responsável, com caráter e opiniões formadas, com ambições que ultrapassam os simples desejos.
Quero quebrar as regras, adiantar o relógio, ganhar na mega-sena e ter calma para planejar meu humilde futuro, construir ao lado da esposa querida uma bela família, com todos os defeitos e acertos, do jeito que tem que ser ! Não desse jeito, quando meus planejamentos são atropelados pela sede de afirmar-se como um ótimo profissional, como meu pai é ! Vivo este conflito interno sem ter ao menos um pouco de paciência para refletir sobre isso, um pouco de tempo para raciocinar qualquer coisa...
Quero voltar às origens, quero virar meus olhos para minha alma ferida e com calma cuidar das feridas que ainda sangram constantemente...
Já estou cansado disso tudo, dessa mesma paisagem que transmite uma paz irreal, que não serve nem para meu repouso. Ando com as idéias dispersas, sem fé nelas, como se fossem feitas de algodão regados ao álcool, e qualquer sentelha às queima sem piedade. Necessito absurdamente de um tempo para mim, sem que ninguém me tire desse descanso dizendo que tenho responsabilidades, que tenho prazos para cumprir ! Vejo-me num conflito interno sobre como tornar-me um homem responsável, com caráter e opiniões formadas, com ambições que ultrapassam os simples desejos.
Quero quebrar as regras, adiantar o relógio, ganhar na mega-sena e ter calma para planejar meu humilde futuro, construir ao lado da esposa querida uma bela família, com todos os defeitos e acertos, do jeito que tem que ser ! Não desse jeito, quando meus planejamentos são atropelados pela sede de afirmar-se como um ótimo profissional, como meu pai é ! Vivo este conflito interno sem ter ao menos um pouco de paciência para refletir sobre isso, um pouco de tempo para raciocinar qualquer coisa...
Quero voltar às origens, quero virar meus olhos para minha alma ferida e com calma cuidar das feridas que ainda sangram constantemente...
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