quarta-feira, 27 de abril de 2011

Perca-se (não tanto !).

Decidi viajar, mesmo com receio, mesmo com aquele sentimento de que algo vai dar errado e tudo vai ficar feio, mesmo doente eu resolvi tirar férias provisórias.
Confesso que não foi isso tudo, não fiquei bêbado, não corri nú pela praia e muito menos fui à "boate praiana". Mas ainda assim, me diverti, bebi, ri e principalmente conheci novas pessoas, diferentes personalidades, formas novas de arrancar uma risada. E como sempre cuidei dos bêbados, das crianças que insistem em beber como se não houvesse amanhã ! O problema é que existe.
Durante aquele tempo, pude sentir que meu bom amigo-primo, sempre vai ser aquele irmão, me apoiando ou me brigando nos momentos necessários. Não que eu não soubesse disso, mas é sempre bom, ter novas certezas. Fora isso, o que posso dizer é que me entreguei, mesmo que por poucos momentos à felicidade, e senti seu abraço, seu calor e o mais importante, sua paz.
Doce paz...

Detritos da verdade (ou sonho ?).

Ele estava quieto, sentado assistindo o jogo do seu time favorito, pensando em como aquele atacante ainda era titular. Mas algo cortou suas idéias, o seu celular vibrando conseguiu desorganizar o pensamento. Atendeu do jeito educado, uma velha amiga estava próximo de sua casa, na verdade ela era bem mais que velha amiga.
Desceu pelo elevador pensando em conversar, parecer o mesmo cara legal que ela conheceu, tinha medo de que o tempo distante, o tenha feito alterar seu calor, tornando-o frio. Avisou ao pai que iria pegar a mala que o mesmo havia esquecido, como de costume. Não se importava com a mala, mas isso era óbvio.
Encontrou-a ao lado de um bom novo amigo, descobriu depois que eles tinham trocado mais que olhares, engoliu seco. Pediu com educação para que ela o acompanha-se ao carro do seu pai, para buscar a mala. Fez cena, drama e até um pouco de sedução quando foi pegar a mala, mas ele viu que isso definitivamente não chamou nem sequer o mínimo de atenção dela. Então logo em seguida, pediu com palavras secas, para que ela o beijasse e ela relutou, respondeu que pelo respeito não poderia. Ele novamente fez drama e subiu, engoliu seco sua saliva mais uma vez. Subiu pensando as mesmas coisas, os mesmos medos, ele nunca foi um exemplo de beleza e nesse exato momento, não havia quem o fizesse sorrir. Sentou e viu o jogo novamente.
Passado alguns instantes, a velha amiga, liga e pede para subir, para não ficar só, ela precisa de companhia, a solidão nunca foi sua melhor amiga. Ele prontamente diz que sim, a deixa subir, com um frio na espinha, afinal acabara de receber um "toco". Já em sua casa, ele pede pra ela ir em seu quarto, deitar-se, sentir aquela mesma paz que ele sente. E sem hesitar ele tenta beijá-la, ela novamente reluta, nega-se, mas deixa acontecer. E daí, o sonho começa, numa fusão pura e simples de paixão e beleza, carne e alma, tudo e nada. O medo aflora, seu novo amigo está lá embaixo, mas ele nem se importa, ela apenas teme, o momento é mais importante que tudo. Uma nova página é colocada, o livro refeito, está tudo belo. Não abra os olhos.

domingo, 17 de abril de 2011

Eu estou farto disso.

Talvez seja difícil para você, conter palavras, guardar pensamentos que destroem um sorriso em segundos. Tentei mudar, entender e até relevar o que saía de sua boca quando a raiva te dominava mas parece impossível, quando eu tentava me libertar das dores que suas frases de efeito me causavam, vinham outras com mais sede do meu sangue, desejando ferir profundamente, esperando por cicatrizes marcantes. Eu grito, me perco numa escuridão imensa, gasto meus perdões e compreensões, domino a raiva, com que finalidade ? Pois em seguida você com prazer realiza novamente suas investidas contra as feridas já cicatrizadas. Eu imploro, me ajoelho pedindo que pare, mas nada pode parar você. Desesperadamente corro, sem rumo, numa rua escura e cheia de pedras, firo meus pés, canso, mas por medo continuo correndo. Quando descanso, olho para trás, e vejo novas navalhas afiadas me procurando. Desejo acabar com isso, enfrentar e reunir minhas últimas forças até que cessem os ataques. Mas parece impossível, minha esperança me puxa pelo braço e pede que corra, alega que isso um dia vai acabar e tudo vai valer a pena, que suas atitudes impensadas, seus impulsos, vão ser dosados por sua razão e compaixão. Eu espero, enquanto corro.

Este é o fim.

Acredite, não me orgulho disso, porque na íntegra eu preferia estar descrevendo o amor que sentia por você, mas não vai ser assim dessa vez. O ódio corre em minhas veias, entope minhas artérias e atordoa meus neurônios. Eu tinha em mente, seu arrependimento, sua ligação no meio da madrugada, nossas desculpas e um doce retorno. A ilusão cuspiu na minha cara.
E agora me encontro perdido, deixado para trás como uma vaga lembrança. Ainda assim me sujeitei ao ridículo, me prendendo àquele último fio de esperança que ainda tinha em você. Esqueça, acabou, foi o que você disse. Eu desliguei, com a certeza de que a culpa era minha por ter te perturbado, ter ido atrás, ter implorado você presente em mim. Mas depois de um belo banho relaxante, pensei enquanto as gotas desciam em meu corpo, que não há mais nada a fazer, está tudo acabado e eu tenho que aceitar. Um último segundo de angústia....
E nesse momento, deixei o ódio tomar-me, o sorriso de canto surgiu, e minha mente começou a clarear idéias que se escondiam por uma maldita paixão. E digo com toda a certeza, esqueça meu amor, esqueça pois a tristeza irá tomar por assalto seu coração. E nesse momento espero que ela divirta-se, assim como você se divertiu com o meu amor ! Este é o fim, e me alegro em dizer isso pois essa doença teve um fim e ódio permanece aqui, em mim. Uma última desculpa falsa.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sobre o amor.

O próprio título já torna o texto motivo de confusão. Falar sobre amor, nada mais é do que dissertar sobre o que você, e apenas você, pensa sobre ele. Não adianta usar frases de escritores e afins, só você pode descrever o amor que sente, que vive, e assim, o define.
Mas esta é a parte que mais me assusta, ao falar sobre amor, indiretamente, você fala de alguém. Acredito que é impossível associar o sentimento a outra coisa que não seja alguém. E quando digo alguém, digo você, nada mais óbvio certo ? Vamos as bases que sustentam minha idéia. 
Você mudou minha alma, alterou a cor do meu coração. Você consertou e o refez com tanta facilidade, que chega a ser assustador o fato de pensar que um dia meu coração foi quebrado. Eu sei, sempre soube disso, é muita responsabilidade para você, por isso vamos ter calma, agir com o mínimo de coerência. Mas não dá, simplesmente não dá, você me conquista de tal forma, que chega ser incrível o nível de confiança que você adquiriu. Então continuo sonhando, guardando meus ciúmes, minhas crises ridículas, minhas histórias bobas, continuo do jeito que você me conheceu.
Continuo amando, você.

Expresso da meia noite

Queria entender, quando dizem que meus textos são escritos em sua maioria, quando estou triste. Usando aquelas frases bem clichês, diria que quando estou feliz, tento viver a felicidade e quando estou triste, me guardo para entender a origem da dor. Boa justificativa não ?
Mas a verdade, é que eu não consigo decifrar minha mente quando estou feliz. Não me vem a cabeça, sentar-me e dissertar sobre os motivos do meu sorriso, ou qualquer coisa que tenha me deixado com um sorriso amarelo. Talvez seja o fato de que eu prefiro continuar sorrindo, sem pensar no que escrever, embora naquele momento eu tenha pensado: "Quando eu chegar em casa, eu vou escrever sobre este dia !" Mero deslumbre, pois no exato momento em que eu entro em casa, as idéias fogem, as palavras se escondem, mas pelo menos a lembrança permanece pare me fazer sorrir novamente.