domingo, 17 de abril de 2011
Eu estou farto disso.
Talvez seja difícil para você, conter palavras, guardar pensamentos que destroem um sorriso em segundos. Tentei mudar, entender e até relevar o que saía de sua boca quando a raiva te dominava mas parece impossível, quando eu tentava me libertar das dores que suas frases de efeito me causavam, vinham outras com mais sede do meu sangue, desejando ferir profundamente, esperando por cicatrizes marcantes. Eu grito, me perco numa escuridão imensa, gasto meus perdões e compreensões, domino a raiva, com que finalidade ? Pois em seguida você com prazer realiza novamente suas investidas contra as feridas já cicatrizadas. Eu imploro, me ajoelho pedindo que pare, mas nada pode parar você. Desesperadamente corro, sem rumo, numa rua escura e cheia de pedras, firo meus pés, canso, mas por medo continuo correndo. Quando descanso, olho para trás, e vejo novas navalhas afiadas me procurando. Desejo acabar com isso, enfrentar e reunir minhas últimas forças até que cessem os ataques. Mas parece impossível, minha esperança me puxa pelo braço e pede que corra, alega que isso um dia vai acabar e tudo vai valer a pena, que suas atitudes impensadas, seus impulsos, vão ser dosados por sua razão e compaixão. Eu espero, enquanto corro.
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