domingo, 11 de setembro de 2011

(Não) Era pra ser assim.

(...)Então ele decidiu sair pra jantar, deixar as idéias flutuarem ao lado de uma bela mulher. Escolheu um restaurante de seu agrado e entrou já sabendo o que ia pedir, como de costume. Decidiu sentar-se numa mesa à vista, com uma visão ampla daquele aconchegante local, em seguida chamou o garçom e pediu o que lhe agradava para beber e aquele prato com nome temático.
Estava tudo bem, tudo calmo, belo prenúncio do que iria ocorrer nos próximos minutos. Ele pensava em algo, talvez naquela arquitetura que tanto lhe encantava, quando aquela parte da família surgiu. Não era a família dele, antes fosse, na verdade aquela família era da moça que sugou até a última batida de seu coração. Ele ficou perplexo, imóvel, estático. Pensou mil coisas, em ir embora, em fingir que não notara, pensou em chorar...E enquanto pensava, a mesma moça que o sugou, surgiu com sua irmã. E o que já era uma tragédia, tornou-se um desastre.
Sem reação, pediu licença a sua "acompanhante", foi ao carro e pediu socorro àquela sua melhor amiga pelo celular e enquanto conversavam, ele reorganizava suas idéias, retomava seu ar, chorava por dentro...E assim voltou ao restaurante, comeu seu jantar de forma impaciente enquanto em lances de olhares perdidos, via sua assassina de longe. Pediu a conta, levantou-se sem virar para olhá-la, só queria ir embora dali, e foi mesmo tendo deixado parte dele exposta, um erro assim tão vulgar...

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