Acordou meio cansado, não era um dia muito agradável para ele. Olhou seu celular, viu as mensagens, lembrou daquele compromisso. Pensou em dormir novamente, só pensou.
Foi naquela velocidade que já está acostumado, sem cinto, sem que ela pense em imaginar ele assim. Chegou calmo, tranquilo, querendo explodir mas mantendo aquele sorriso sereno, só para ela pensar que ele não se importava com nada. Discutiram, como de costume e procuraram algum lugar para que houvesse um diálogo decente.
Chegaram àquele lugar que não dizia nada sobre eles, na verdade, para eles aquele lugar era importante, pois a presença dos dois o tornava assim. Sentaram como dois amigos à mesa, olharam-se e tentaram iniciar um diálogo, que se direcionou rapidamente para uma nova discussão. Ele, com sua personalidade forte, não deu importância, deitou-se à cama, fingiu estar cheio daquilo. Ela, calmamente, tentava acalmá-lo, tentava encontrar as respostas que viera buscar, queria um sentido naquilo. A discussão se aflorava, ele tentava se controlar notando aquele teto com desenho de céu, aquele relógio parado, aqueles móveis. Ela logo chegou perto dele, entendera que deveria chamar sua atenção, queria e imaginou aquela conversa, não haveria possibilidade alguma dela sair daquele lugar, sem que ao menos eles tivessem tentado conversar. Palavras percorreram o ar, o som do beijo logo veio.
Em determinado momento, ela pediu que parasse, deixou sua dor reprimida escapar, ela ainda não tinha encontrado o sentido exato daquele ato. Suas lágrimas desceram, sua dor desceu. Ela mostrou seu coração cansado, sua esperança agora fraca, sua decepção por acreditar que tornaria o belo amor num significado mínimo de prazer. Ele guardou seu sentimento, chorou dentro de si, as lágrimas que ela deixou cair vieram como navalhas em seu peito. Há temor ali, ele entendeu o recado. Viera um sentimento triste, mas ele, firme, engoliu suas lágrimas, deixou elas caírem no seu interior e abraçou-a daquele jeito que trazia paz para ambos. Novamente aquele estalo do amor cortou o ar.
Iniciaram novamente a conversa, de forma calma e tranquila se entenderam, conseguiram expressar de modo claro o que ainda permanecia na escuridão. E o que ela tinha planejado, surpreendê-lo, aconteceu. Ela olhou em seus olhos, riu, e disse hoje é dia 13, 13 de março, faz 3 anos lembra ?
Poucos, bem poucos, já conseguiram ver aquele sorriso sincero, amarelo e que transmiti-se tudo o que se passava em sua cabeça. Ele sem palavras, só conseguiu repetir, 3 anos...
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