segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Um tempo.

Caminhar por essas estradas têm me deixado atordoado, perdi o rumo que seguia tão fielmente e agora vejo-me distante de qualquer abrigo nesta selva que engole pouco pouco meus últimos sonhos, minha fraca esperança. Mas, vamos lá, continue a caminhar perdidamente, não desista assim, esgote suas energias até não existir algo ou alguém que as renove.
Já estou cansado disso tudo, dessa mesma paisagem que transmite uma paz irreal, que não serve nem para meu repouso. Ando com as idéias dispersas, sem fé nelas, como se fossem feitas de algodão regados ao álcool, e qualquer sentelha às queima sem piedade. Necessito absurdamente de um tempo para mim, sem que ninguém me tire desse descanso dizendo que tenho responsabilidades, que tenho prazos para cumprir ! Vejo-me num conflito interno sobre como tornar-me um homem responsável, com caráter e opiniões formadas, com ambições que ultrapassam os simples desejos.
Quero quebrar as regras, adiantar o relógio, ganhar na mega-sena e ter calma para planejar meu humilde futuro, construir ao lado da esposa querida uma bela família, com todos os defeitos e acertos, do jeito que tem que ser ! Não desse jeito, quando meus planejamentos são atropelados pela sede de afirmar-se como um ótimo profissional, como meu pai é ! Vivo este conflito interno sem ter ao menos um pouco de paciência para refletir sobre isso, um pouco de tempo para raciocinar qualquer coisa...
Quero voltar às origens, quero virar meus olhos para minha alma ferida e com calma cuidar das feridas que ainda sangram constantemente...

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