Ele aguardou ansiosamente por estes três dias, esperou a semana se arrastar até sexta, aguentou aquelas aulas complicadas e que o sugavam cada vez mais e nem mesmo aquele compromisso marcado para 9 da manhã no sábado faria ele permanecer em casa sendo consumido pela solidão.
E foi assim, na noite de sexta, tomou aquele longo banho que parecia o rejuvenescer, colocou a calça jeans que mais lhe agradava, o belo tênis que trouxera de sua viagem nas férias e a camisa pólo branca que ele tanto adorava. Encontrou com o amigo na portaria de seu edifício e partiram em direção aquela boate, várias garotas, uma garrafa seca no final da festa e o sono que o tomou até as onze horas da manhã do dia seguinte. No sábado, foi em um aniversário de alguém próximo, sentou-se e admirou aquela loira que dançava querendo atenção de todos os homens naquele recinto, sentiu o cansaço do dia anterior mas tentou animar-se um pouco conversando com seus amigos, em vão, faltava algo, algum sentido, qualquer coisa que o fizesse retomar suas energia, mas sentiu que sua casa seria o melhor rumo à se tomar. Antes é claro, preferiu ter certeza e partiu com um amigo rumo a uma casa noturna, como seu pai dizia, e acabou constatando que o problema era ele, estava cansado e queria sua cama, seu travesseiro, seus pensamentos solitários.
No domingo, passou o dia pensativo, com exceção do momento em que seu time do coração começou a jogar o clássico com aquele rival mais odiado, em seguida viu aquele programa de tv famoso, que todo mundo adorava porque você conseguia rir sem esforço. Ao deitar-se, lembrou-se que as provas da faculdade já estavam chegando e prometeu tentar estudar nas semanas seguintes, mexeu no celular e desejou acordar cedo no dia seguinte e preparar-se para semana que chega, sem aquele cansaço que ele carregava, aquele peso que ocupava suas idéias. Falta algo, quem sabe algum rumo, mesmo que seja o caminho de volta.
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